segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A "escolha"

O período de eleições é um momento histórico no qual o cidadão como membro de uma sociedade democrática escolhe os seus representantes que irão criar e melhorar leis, além de governar o Estado ao executar ações em áreas como educação, saúde, segurança, economia, transportes, meio ambiente, etc, que poderão mudar as vidas daqueles que o escolheram.


Porém, em tempos de escândalos de corrupção envolvendo políticos eleitos por nós, e de raros exemplos de honestidade, compromisso, honra e responsabilidade – atributos essenciais esperados por aqueles que irão nos representar – esse cidadão brasileiro se vê sem muitas opções de escolha.


Somando-se a isso, percebemos outra falta de respeito com o dinheiro público, ao nos depararmos todos os dias com a poluição visual e sonora: uma grande parte do dinheiro do povo está sendo jogada fora, e o que é mais absurdo ainda – está sendo jogada nas ruas, rios e matas. 



O que se consegue absorver dessas campanhas eleitorais “superficiais” e “poluidoras” é insignificante e pouco esclarecedora, quando se espera que sejam oferecidos argumentos que possam contribuir para a escolha dos candidatos. Tudo isso, faz com que uma porção da população mais carente de educação, que não sabe o poder que tem na hora de votar, perca ainda mais o interesse em tal ação.


E à porção do povo, a qual a pouco citei, resta uma sensação de alívio por ter cumprido com uma obrigação: a de votar, mesmo sem conhecer as reais intenções de seus candidatos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário